Foto: Redes Sociais (Reprodução)
O ex-jogador Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal. Ele chegou a ser levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, mas não resistiu. Em nota oficial, a família confirmou a morte e destacou a trajetória do atleta, considerado um dos maiores nomes da história do basquete mundial. O velório e o enterro serão restritos a familiares e amigos.
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“Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida”, diz um trecho do comunicado.
Luta contra a doença
O ex-jogador havia sido diagnosticado com câncer no cérebro em 2011 e passou por cirurgias ao longo dos anos. Em 2022, chegou a anunciar que havia interrompido o tratamento de quimioterapia, mas depois esclareceu a situação e afirmou estar curado. No início de abril, ele foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil durante a cerimônia do Hall da Fama, no Rio de Janeiro. Em recuperação de uma cirurgia, não compareceu ao evento e foi representado pelo filho, Felipe Schmidt.
Ídolo histórico do basquete
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar Schmidt ficou conhecido como “Mão Santa” e se tornou o maior jogador da história do basquete brasileiro. Pela seleção, disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e marcou 1.093 pontos, recorde histórico da competição. Ao longo da carreira, somou 49.737 pontos, número que o colocou por décadas como maior pontuador do basquete mundial.

Ele também integrou o Hall da Fama da NBA e da Federação Internacional de Basquete (Fiba), mesmo sem ter atuado oficialmente na liga norte-americana. Em duas oportunidades, recusou propostas para jogar na NBA para seguir defendendo a seleção brasileira.
Entre os principais feitos, está a conquista do ouro no Pan-Americano de 1987, em Indianápolis, quando o Brasil venceu os Estados Unidos na final.
Legado
Considerado um dos maiores atletas da história do país, Oscar foi responsável por popularizar o basquete no Brasil e se tornou referência para gerações. A despedida, conforme a família, ocorrerá de forma reservada. O legado do “Mão Santa” permanece na história do esporte brasileiro e na memória de torcedores e atletas que acompanharam sua trajetória.